1. Receitas de Splashes: Mergulho

Splashes de mergulho podem ser feitas com equipamentos comuns.

Essencialmente, a técnica de splashes de mergulho consiste em jogar um objeto contra um aquário e fotografá-lo durante sua trajetória enquanto ele submerge. Esta técnica é particularmente interessante para iniciantes. Está ao alcance de todos, sem a necessidade de sensores especiais e flashes muito rápidos, para determinar o tempo preciso.

O motivo é que ao afundar entrando na água, o objeto desacelera sob a influência das forças de resistência. Isso permite ao fotógrafo decidir visualmente quando clicar. No entanto, para uma prática mais sofisticada, o uso de sensores é ideal para aqueles que desejam avançar nesta técnica.

É um conjunto bastante simples:

  • Um aquário
  • Um flash de alta velocidade com um suavizador ou haze.
  • Uma seleção de frutas bonitas, escolhidas à mão ou outros objetos
  • Um assistente ou uso de um rádio-flash

As etapas são as seguintes:

  1. Encha o aquário até dois terços cheios com água limpa.
  2. Posicione a câmera em um tripé.
  3. Determine a altura da câmera em relação à água ou à linha de nível ou horizonte de sua escolha.
  4. Prefoque no objeto dentro da água, no ponto onde você imagina que será sua trajetória dentro do aquario. É importante notar que um objeto submerso causa difracção, o que altera a distância focal.
  5. O aquário deve ficar ligeiramente angulado, evitando coincidir com o plano focal da câmera, que pode causar reflexões indesejáveis, como em um espelho. Sobre isso é sempre bom lembrar a lei da física: o ângulo de incidência é igual ao ângulo de reflexão.
  6. Posicione a fonte de luz lateralmente ou diagonalmente em relação ao aquário, apontando um pouco para baixo. Sempre se preocupando em deixar uma área livre no topo para que objetos sejam lançados.
  7. Use um refletor branco ou prateado para compensar melhor o contraste da cena.

Montagem do set

Nesta ilustração, note que a fonte de luz, o tanque de peixe, e o refletor está posicionado de forma a que o ângulo de incidência da luz não coincide com o ângulo de reflexão da câmera.

Uma vez que estes primeiros passos forem tomados, decida com o seu assistente quem lançará os objetos e quem clicará. O lançador deve observar e compreender melhor o comportamento de cada objeto na água conforme a posição e a direção de atira-lo. Além disso, é importante observar o impacto e a turbulência causada na água – uma atividade que parece mais adequada ao fotógrafo. Um assistente atencioso e preparado será capaz de capturar bons momentos sem qualquer problema.

Para fotógrafos mais avançados, o uso de uma câmera conectada a um computador e um sensor de som ou laser disparando o flash pode ser muito útil e confortável. Também – ficando a uma distância segura do set – o uso de um rádio-flash em uma mão,  deixa a outra livre para os lançamentos,  o que torna o processo uma mão na roda. Com o tempo de exposição cerca de três segundos, há tempo suficiente para pressionar o obturador e jogar imediatamente os objetos, enquanto o sensor ativa o flash e a câmera capta a imagem antes de o obturador fechar nos três segundos. É importante entender que, na técnica de mergulho, é mais relevante saber como provocar um splash visualmente atraente do que apenas fotografá-lo. Isto é, aquele que lança deve observar a posição, a forma e a textura do objeto, conforme ele percorre sua trajetória dentro do aquário. A composição final vai depender desses fatores. Uma atenção especial é sobre a força do impulso. Para entender melhor, é importante praticar o lançamento de um objeto redondo, sem textura, como no exemplo a seguir.

Um objeto redondo sem textura tem uma trajetória bastante previsível. No entanto, seu rastro dependerá da força do impulso. Na primeira foto, o objeto foi lançado com pouca força, o que causou um rastro contínuo, enquanto nas fotos seguintes foram proporcionalmente lançados com muito mais força, o que fez que seus rastros se alterassem dramaticamente.

Além disso, vale a pena inovar lançando um 0u mais objetos. O splash da fruta do conde (ou pinha) , mais abaixo, mostra bem o que pode acontecer. Estrategicamente, para uma foto mais dinâmica, a segunda fruta foi jogada para colidir com o splash que subia. Além disso, a posição de três quartos do fruto no ar identifica claramente suas características. Sem isso, a imagem final não contaria uma história tão completa. A íntima harmonia entre o método e o caos é o que faz esse tipo de prática particularmente interessante.

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